quinta-feira, 9 de abril de 2009

PAI


PAI


Ao quebrar a harmonia reinante,
O herói mostrou-se fraco
Para criança que ainda tão imatura,
Repentinamente viu-se madura.

Como deixar emergir o privilégio da fraqueza
Se o que mais a apetece é vê-lo cônscio e forte,
Para vencer o vício que corrói a beleza
Do doce encontro familiar.

Com tamanha tristeza viu o homem
Que tanto carinho lhe dava,
Trocá-la pelo alucinógeno
Que um mundo novo lhe mostrava.

E agora? Onde está o meu herói?
Por que tão cedo se foi? Por que?
E quem inventou que o herói não tem fraquezas?
Quem disse que as fraquezas o anulam?

Meu herói se foi... Abandonou-me...
Não por vontade, porque sei do seu amor.
Vi sua triste luta contra o que um dia procurou,
Jurando ser o remédio para os seus tormentos.

De consumidor passou a consumido,
Da utópica possibilidade de liberdade.
E se foi carcomido pela derrota
E o desespero da solidão.

Sua alegria, seu caráter, os carinhos, sorrisos e beijos.
As danças no meio da sala... O viver intensamente!
Tanto! Mas tanto deixou escrito em minh’alma!
Tanto deixou plantado em meu coração!

O herói que fugiu do estereótipo,
Mesmo imerso em desilusões
Ainda pôde com bravura,
Marcar com as mais belas virtudes
A vida de sua gente!

Luana Carvalho


2 comentários:

  1. que lindo amiga :)
    muito tocante
    voce escreveu faz tempo?

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  2. Havia escrito uma parte a algum tempo e agora completei..cortei umas partes ...inclui outras ...enfim...mãe tbm achou tocante ..até chorou...aiai

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