sábado, 4 de agosto de 2012

"Não sonho mais"


Posso passar horas escutando essa música.
Nem tanto pela beleza de sua letra (que não deixa de ser brilhante), mas pela inquietude que ela provoca.
O ritmo é alucinante e eu consigo estar nesse sonho medonho... sentir  este sonho medonho... rir desse sonho medonho... correr n(d)esse sonho medonho...

“Foi um sonho medonho
Desses que, às vezes, a gente sonha
E baba na fronha e se urina toda e quer sufocar...”

Assim como nos romances e nas poesias, nas músicas também cada um é livre para fazer a sua interpretação. Portanto, embora essa música tenha sido feita para um filme (República dos assassinos, de Miguel Faria - onde quem fala é um travesti, dirigindo-se ao seu amor, um policial), cada um pode senti-la e entendê-la da forma que quiser, conforme seu momento e suas experiências. Ou simplesmente, não entendê-la... apenas correr, atolar-se, sujar-se.... cair da cama e acordar!

“Quanto mais tu corria
Mais tu ficava, mais atolava,
Mais te sujava. Amor, tu fedia,
Empesteava o ar.”


“Pois eu sonhei contigo e caí da cama.
Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga!
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!”







Nenhum comentário:

Postar um comentário